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“Nós nos tornamos nós mesmos através dos outros”

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INCLUSÃO: UM DESAFIO


Pode-se entender a inclusão escolar de todas as pessoas no sistema educacional como amparo, recepção, ampla aceitação e acolhimento pleno, sem distinção de qualquer natureza. A inclusão tem o compromisso de atender os interesses de todos, seguindo diretrizes para que isso ocorra da forma mais orgânica e fluída possível. No entanto, intenções e teorias são infinitamente diferentes da prática, pois o sistema de ensino é uma estrutura de grande complexidade, que está em constante mutação e exige reflexão contínua.
Assim, no campo da educação, boas intenções podem se perder no vácuo. No que se refere à inclusão escolar, é necessário, para que se alcance resultados positivos, planejamento, preparação e uma gama de conhecimentos combinados e aplicados por equipes multidisciplinares qualificadas. É preciso analisar minuciosamente caso a caso, cada indivíduo e o grupo no qual está inserido; observar como se dão essas relações entre indivíduo e grupo, a fim de que se possa ajudar efetivamente. Não é, porém, uma tarefa fácil e, muitas vezes, torna-se um verdadeiro desafio educacional moderno.
Simone Mainieri Paulon (com a colaboração de Lia Beatriz de Lucca Freitas e Gerson Smiech Pinho), em seu “Documento subsidiário à política de inclusão”, de 2005, publicado pela Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação, afirma que um professor sozinho pouco pode fazer diante da complexidade de questões que seus alunos colocam em jogo. Por este motivo, a constituição de uma equipe interdisciplinar, que permita pensar o trabalho educativo desde os diversos campos do conhecimento, é fundamental para compor uma prática inclusiva. É verdade que propostas correntes nessa área referem-se ao auxílio de um professor especialista e à necessidade de uma equipe de apoio pedagógico. Porém, a solicitação de tais profissionais costuma ser proposta apenas naqueles casos em que o professor já esgotou todas as suas possibilidades de procedimentos e não obteve sucesso.
A equipe, não raro, ao invés de estar, desde o princípio, acompanhando o trabalho do professor com toda a turma, é utilizada como último recurso para encaminhar somente aqueles alunos com dificuldades extremas de aprendizagem. Neste sentido, o papel da escola fica restrito ao encaminhamento para serviços outros que, via de regra, só reforçam a individualização do problema, desconsiderando a complexidade que o tema possui. Uma proposta baseada em tal concepção caminha na contramão do processo de inclusão, uma vez que coloca uma clara divisão entre os alunos: os que precisam e os que não precisam da intervenção de uma equipe. Fazer com que alguns alunos fiquem “marcados” como problemáticos, como casos especiais, que demandam apoio da equipe, só contribui para que as dificuldades de inserção se acentuem. É preciso considerar não só o aluno a ser incluído, mas também o grupo do qual ele participará.

Prof. João Artur Izzo


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